Verde Raiz


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Manjerona – Origanum majorana L: Suas propriedades medicinais e aromáticas

Bom Dia querid@s amigos,

Há pouco tempo tive contato com o óleo essencial de manjerona. Foi muito agradável a sensação que me proporcionou, principalmente de bem estar e calmaria. Hoje dei uma pesquisada nessa planta medicinal que é tão especial como as outras de sua família LAMIACEAE (manjericão, orégano, hortelãs, alecrim…), que eu adoro!

Quem sabe futuramente farei um sabonete calmante com óleo essencial de manjerona e alfazema… Uma combinação perfeita!

Boa leitura à tod@s! Namastè.

Origanum majorana

Lendas e seu uso através dos tempos

Conta uma lenda que o príncipe Amáraco, filho do rei de Chipre, dedicava-se à arte de fabricar perfumes. Um dia, ele conseguiu criar uma fragrância única, surpreendentemente agradável, e ficou maravilhado com sua criação mas, ao carregar o jarro que continha este perfume, deixou-o cair ao chão e quebrar-se, perdendo o raro perfume. Profundamente entristecido, o jovem começou a definhar, até morrer. Reconhecendo a dedicação do jovem príncipe, os deuses transformaram seu corpo sem vida numa planta muito aromática: a manjerona, também conhecida como amáraco.

  A mitologia grega faz referência à manjerona como a erva preferida de Afrodite, a deusa do amor, que a teria usado para curar as feridas de Enéias. Aliás, para o povo grego, a planta era símbolo da felicidade, tanto que era plantada na frente das casas como sinal de boas-vindas. Gregos e romanos a usavam para tecer coroas para os recém-casados e até hoje a erva é associada à felicidade conjugal. Usada na Antiguidade como afrodisíaco, também apresentava propriedades relaxantes: o poeta Virgílio destaca seus poderes para favorecer um sono repousante e tranqüilo.

A manjerona é provavelmente o “hissopo”, citado na Bíblia, usada para limpeza pessoal e purificação de templos. A manjerona tem a reputação de aumentar a longevidade e era um antídoto para veneno de cobra.

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Origem

Originária do nordeste da África e do Oriente Médio até a Índia, a manjerona (Origanum majorana L.; Majorana hortensis M.) é uma planta herbácea da família das Labiadas – a mesma da hortelã, melissa, orégano, tomilho, alecrim e manjericão. Acredita-se que a manjerona foi introduzida no Ocidente durante a Idade Média, possivelmente pelas Cruzadas. Popularmente, a manjerona também é conhecida como manjerona-verdadeira, majerona-inglesa, flor-de-himeneu, majerona-hortensis e amáraco.

Composição química

Contém óleos essenciais: beta-pineno, p-cimeno, terpineno, linalol, terpineol, 4-ol timol; taninos e mucilagem

Propriedades Medicinais

O responsável pelas propriedades medicinais da manjerona é seu princípio ativo, constituído por tanino e óleo essencial, que garante o efeito expectorante e digestivo. Na forma de chá, a erva pode ajudar no tratamento contra o reumatismo e todas as formas de artrite. A inalação feita com a erva ajuda a eliminar o muco nas gripes e resfriados, prevenindo sinusites. Na cosmética caseira, a planta é usada em banhos relaxantes e como tônico capilar.

Como usar

Adultos: 8g de folhas adultas frescas ou 4g de folhas secas (2 colheres de sopa para cada xícara de água) em infusão até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs para todas as indicações descritas e compressas.

O óleo essencial é usado externamente, 3 gotas diluídas em 200ml de óleo vegetal em fricções; 8g de folhas frescas vaporizadas em água quente para emplastro nas afecções da pele e dores; Com as folhas secas se prepara um unguento que deve ser mantido sob refrigeração, que é usado externamente para a congestão nasal e rinites e pode ser colocado na água quente para inalações; Crianças usam apenas externamente.

Aromaterapia

manjerona

Na aromaterapia, sua fragrância suave e calmante  aquece e reconforta, daí sua ação benéfica sobre o  sistema nervoso. O óleo essencial atua positivamente  no metabolismo dos órgãos genitais.

 Alguns estudiosos de Aromaterapia chamam a  manjerona de “mãejerona”, ou a grande mãe, que dá colo, acolhe, nutre e protege seus filhos trazendo aconchego. A manjerona também transmite a segurança e a alegria da mesma forma que a mãe passa isso a seus filhos.

Ajuda a amenizar sintomas de agitação, stress, ansiedade, irritabilidade e desgaste nervoso. Forte anti-infeccioso tal como o tea-tree. Hipotensiva, anafrodisíaca, para indivíduos tímidos e ansiosos, pois auxilia na verbalização e expressão.

Para usufruir dos efeitos do óleo essencial da manjerona e cuidar da sua saúde emocional, utilize-o em aromatizadores de ambiente, como sabonetes líquidos ou sabonetes que possuem o óleo essencial em sua composição, sais de banho, óleos de massagem e escalda-pés produzidos com manjerona. O vinagre feito com a erva também pode ser misturado na água do banho ou friccionado no corpo para se recuperar do cansaço físico.

Algumas marcas fáceis de encontrar são: óleo essencial da Bio Essência, Mil Grãos, Laszlo, Vimontti, By Samia, Vida Bothânica, Terra Flor e Harmonie Aromaterapia

Culinária

Manjerona (1)Com tantas virtudes fitoterápicas e aromáticas, a manjerona acabou chegando à cozinha. E com boas razões, pois a erva enriquece o sabor dos alimentos e ainda estimula os processos digestivos. De odor penetrante, sabor quente e levemente picante, a manjerona pode substituir o tomilho (ou ser combinada com ele) em algumas receitas, sendo o condimento preferido para temperar  tomates e queijos.

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Combina com carnes, pizzas, molhos para massas, batatas, omeletes, peixes e frutos do mar. Galhinhos perfumam azeites, vinagres, vegetais fritos e carnes grelhadas. Muito utilizada na cozinha italiana e na grega.

Cultivo e informações botânicas

A manjerona pode se propagar por sementes, divisão de touceiras ou estaquia. É uma planta perene em regiões de clima quente, porém, em climas muito frios é anual por não suportar temperaturas muito baixas. A planta gosta de solos arenosos ou areno-argilosos, ricos em matéria orgânica e com boa drenagem, com pH entre 6,0 e 7,0. O clima úmido é ideal, entretanto, é preciso atenção: o solo não deve ser excessiva e constantemente molhado. As plantas que crescem e se desenvolvem em climas secos e com temperaturas elevadas adquirem um sabor mais apimentado e apresentam odor mais forte, penetrante e amargo.

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 Quando o objetivo do plantio for apenas as folhas, sem as flores, é recomendável retirar as pontas dos ramos que ameaçam formar os futuros órgãos florais e flores. Isso pode ser feito com o auxílio de uma tesoura ou simplesmente com os dedos Assim, as folhas se desenvolverão mais vigorosas. Já para a colheita de flores, a planta florida deve ser cortada no momento em que as primeiras flores se abrem, mas antes que os demais botões florais na mesma haste tenham se aberto completamente.

É uma erva perene, cespitosa, de 0,30-0,60m de altura. Os caules são grisáceo-tomentosos, lenhosos na base, eretos, quadrangulares, ramosos. Os ramos são finos e longos, pardo-arroxeados e pilosos.

As folhas são simples, opostas, ovaladas ou arredondado-elípticas, verde-acinzentadas e pilosas na face inferior e mais escuras e lisas na face superior. Os pecíolos são curtos e pilosos e possuem aroma forte e agradável.

Origanum majorana

As flores são pequenas, zigomorfas, bilabiadas, com corola  esbranquiçada ou lilacina. Têm cor branca ou rosada, são  protegidas por brácteas verdes e reunidas em espigas. O  cálice tem cinco dentes, profundamente fendidos nas laterais.  O ovário é súpero tetrapartido, com óvulos ortótropos em  número de um por lóculo. O estilete é ginobásico, com  estigma curto e bifurcado.

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Os frutos são pequenas nozes (núculas) ligeiramente oblongas, escuras e lisas. Asp-4233d48e sementes no interior das núculas são muito pequenas (1g contém 4000 sementes), possuindo capacidade germinativa de três anos.

 


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Propriedades Medicinais do Alho – Allium sativum L.

Bem, hoje pensei em escrever sobre esse assunto por que tenho feito uso do alho com frequência nos últimos 2 dias. Minha garganta inflamou e desde pequena minha vó já dizia: Filha, alho é antibiótico, cura tudo!

Como estou grávida fiquei com receiro de tomar como de costume nessas situações: um dente de alho socado a cada 6 horas até a saúde voltar. Fui pesquisar.

alhoJá sabia que o alho foi usado como planta medicinal há muito tempo, desde a antiguidade, para evitar ou curar numerosos males, desde perturbações do aparelho digestivo, verminoses e parasitoses intestinais, edema, gripe, trombose, arterioesclerose, até infecções na pele e das mucosas na forma de macerado, chás, xarope, tinturas ou mesmo os dentes amassados e ingeridos in natura.

O médico grego Hipócrates, considerado o pai da Medicina, exaltou as propriedades terapêuticas do alho, incluindo-o na sua lista de plantas medicinais mais benéficas, enquanto Dioscórides, igualmente médico da Grécia Antiga, escreveu: “O seu aroma limpa as artérias”. Mais tarde, Paracelso considerou-o uma planta sagrada. Mas até os escritores clássicos não foram indiferentes aos efeitos desta planta. O poeta Virgílio recomendava-o como alimento fortificante para quem efectua trabalhos pesados e Homero inclui-o numa das suas mais famosas obras – A Odisseia – num episódio em que Ulisses usa o alho para fazer render a feiticeira Circe aos seus encantos.

Em áreas rurais sempre foi conhecido e usado como antídoto contra mordeduras de cobra e no tratamento de mordeduras de cães e ratos,  no tratamento de problemas digestivos, para expulsar parasitas intestinais e para bochechar contra dores de dentes. Na idade média foi usado na Europa Central como remédio contra a surdez e lepra e no século XVII como prevenção da peste bubónica. Durante a II Guerra Mundial, os soldados russos faziam-se acompanhar por dentes de alho que esmagavam nos bordos das feridas, para evitar possíveis infecções. Os próprios médicos de campanha utilizavam uma pasta de alho para tratar os ferimentos infectados dos soldados, especialmente como protecção contra gangrenas e sepsia. No entanto, esta utilização do alho foi sendo abandonada à medida que se descobriam “drogas milagrosas”, como a penicilina.

Pesquisas apontam que realmente o alho tem propriedades antibióticas, antifúngicas, antitrombótica, antioxidante, hipotensora, hepatoprotetora, cardioprotetora, hipoglicemiante, antitumoral (particularmente em caso de câncer de cólon); também tem registrado atividade analgésica nos casos de neuralgia e antiviral, contra herpes simples tipo 1 e 2.; alguns estudos tem mostrado também propriedade hipolipemiante no controle dos níveis de colesterol e triglicérides, assim como na inibição da agregação plaquetária, mostrando uma provável proteção contra a trombose coronária ou devida a arteriosclerose. A administração deiária de doses entre 600 e 900 mg de pó de alho, ou de 4 a 6 gr de alho fresco, durante cerca de 61 dias, reduz em 15% o nível de triglicérides no sangue e em 12% o de colesteroal de pessoas com níveis altos. Segundo a bobliografia de Lorenzi – “Plantas Medicinais no Brasil”.

Quanto à gestação, novas pesquisas demonstram que tomar alho durante a gravidez evita o risco da pré- -eclampsia (tensão arterial elevada e proteína retida na urina). Outros estudos revelam que o alho ajuda a aumentar o peso de recém-nascidos que se previa nascerem com menos peso do que o normal. A pesquisa foi feita pelo Dr D Sooranna, Ms J Hirani e Dr. I Das no Departamento Académico de Obstectrícia e Ginecologia no Hospital Chelsea & Westminster em Londres, Inglaterra. Eles concluiram que embora pré-eclampsia e retardamento são condições complexas causadas por muitos factores, tomando comprimidos de alho ( para mais detalhes, contacte-nos por favor) durante a gravidez faz decrescer as possibilidades destes tipos de complicações durante o parto. Eles focaram a sua atenção na percentagem de bébés retardados e na pré-eclampsia, uma condição perigosa para a mãe e bébé o que ocorre à volta de 1 em 10 casos the gravidez.

Experiências feitas pelos cientistas mostraram que adicionando extractos de alho às células da placenta de mulheres que poderiam sofrer destas condições mostravam crescimento imediato nessas células. Além disso, a actividade de enzimas que são reduzidas em gravidez anormal é aumentada de maior quando se adiciona alho.

Embora sejam reconhecidos alguns efeitos benéficos dos alho, durante a gestação ou não, as vantagens para a saúde continuam a ser uma área controversa. As evidências são ainda insuficientes para recomendar o consumo como uma terapêutica clínica de rotina e considera-se que existe ainda muita especulação em torno dos poderes misteriosos desta planta. Existem mesmo estudos que afirmam que não existem dados suficientes para retirar conclusões, ou que o alho não exerce qualquer tipo de efeito nas doenças cardiovasculares, nomeadamente na diminuição da pressão sanguínea, dos níveis de colesterol e na redução do risco de desenvolvimento de tumores. Foram mesmo reportados diversos efeitos adversos do consumo de alho, incluindo náuseas, dermatites, sangramentos, sintomas abdominais e flatulência.

Mas mesmo com a falta de unanimidade entre a comunidade científica, o que é facto é que os adeptos deste produto aumentam. Por exemplo, na Alemanha, grande parte dos adultos tomam diariamente um suplemento de alho para promover a saúde. Para tentar evitar os odores desagradáveis, existem no mercado comprimidos e cápsulas sem odor, pois contêm aliína, que só no corpo é transformada em alicina. Quanto às doses recomendadas, as opiniões estão longe de ser concordantes. Os óleos de alho são também uma opção. Eles constituem os mais antigos preparados e foram comercializados, pela primeira vez, há mais de 70 anos, muito antes de se terem caracterizado os seus constituintes e respectivos efeitos.

Mas mesmo com toda a controvérsia, se o alho tivesse sido criado num laboratório em vez de ser um produto da natureza, provavelmente seria uma droga frequentemente prescrita e de elevado preço.

Enfim, fiquei aliviada e vou continuar combatendo essa inflamação na garganta com meu sempre companheiro Allium sativum!

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Protesto à difamação das plantas medicinais pelo Fantástico, Dráuzio Varella e a Rede Globo.

Queridos, esse texto foi escrito pelo professor Douglas Carrara, que é professor de antropologia e há muitos anos pesquisa e estuda as plantas medicinais no Brasil. Ele tem uma biblioteca bem interessante, cujo endereço eletrônico é: http://www.bchicomendes.com/.
Acho de suma importância essa discussão em cima das colocações desse programa do Dráuzio no Fantástico, pois as experiências mostradas foram em todos os casos negativas. Fora isso, em um dos quadros ele denuncia os atendimentos feitos em igrejas pelas Pastorais da Saúde ou da Criança, em suas salinhas de saúde: Gente! o trabalho desses grupos é muito importante em suas comunidades; ajudam várias crianças e adultos a se recuperarem de problemas de saúde ou desnutrição e provavelmente depois dessa denúncia esses grupos vão ser reprimidos…
O resto eu deixo com professor Carrara.
Abraços!
Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil II

Não há porque envergonhar-se de tomar do povo o que pode ser útil à arte de curar.

Hipócrates (460-380  a.C.)

Há muito tempo a Antropologia se recusa a utilizar categorias inadequadas para estudar e compreender o pensamento popular à respeito da saúde e da medicina. Os folcloristas no passado se referiam à medicina popular como superstições, crendices, práticas consideradas abomináveis por médicos ou pessoas de formação acadêmica. Esta rejeição pejorativa do pensamento popular ocorre sem nenhuma análise de sua função social, já que as práticas da medicina popular necessitam melhores observações e não podemos destacá-las pura e simplesmente sem estudar o seu contexto cultural, sem participar da vida, da interação com aqueles que nos deram os informes, geralmente extraídos e exibidos em função de sua estranheza ou seu exotismo. (1)

Muitas práticas consideradas crendices no passado, atualmente são plenamente explicáveis cientificamente. O uso da laranja mofada ou do queijo embolorado, por exemplo, para tratar feridas tem sido uma prática muito mais antiga do que a descoberta da penicilina por Alexander Fleming (1881-1955)  em 1932. Atualmente sabemos que a laranja abandonada no fundo do quintal, quando apodrece é atacada por um fungo do mesmo gênero (*) do bolor utilizado por Fleming para produzir o primeiro antibiótico. E o raizeiro raspa a casca da laranja onde estava o bolor e passa externamente nas feridas crônicas. Em pouco tempo a inflamação cede e começa o processo de recuperação do paciente. Da mesma forma, em Cesárea, antiga cidade fundada pelos romanos, os armênios tratavam as feridas atônicas, cobrindo-as com queijo mofado, também produzido por um bolor semelhante ao bolor que deu origem à penicilina. (2)

A vacinação anti-variólica, descoberta por Edward Jenner (1749-1823) em 1798, responsável pela erradicação da varíola em todo o mundo, uma doença extremamente virulenta e mortal, somente foi possível graças aos próprios camponeses na Inglaterra que, pelo menos, a partir de 1675, se vacinavam, inoculando em si mesmos as secreções do gado atingido pela varíola bovina. Isto porque eles sabiam que a cow-pox (varíola bovina) era benigna e não matava como a varíola humana. Inclusive o próprio Jenner, médico que, ao atender uma camponesa, e suspeitar de que estivesse com varíola humana, obteve como resposta, e com extrema segurança, o seguinte: “ Não posso ter varíola, porque já tive cow-pox.” Esta foi a informação que Jenner necessitava para descobrir o princípio da vacina e iniciar o combate a esta terrível doença de maneira rigorosamente científica. Graças à uma crendice de origem popular, Dr. Dráuzio Varella!

Mas não somente os camponeses ingleses conheciam esta técnica. A inoculação da varíola a fim de provocar uma forma atenuada da mesma era conhecida secularmente na China. A crosta de uma  pústula era pulverizada e introduzida no nariz ou insuflada por meio de um tubo de bambu até que se formasse uma erupção local. Os armênios também se vacinavam muitos séculos antes de Jenner. O padre Lucas Indjidjian, em seu livro “Darap atum” (História dos Séculos), publicado em 1827, descreve as minúcias do método nos seguintes termos: “Os armênios praticavam, há muito tempo, a vacinação contra a varíola, de modo empírico. Consistia seu método em recolher as crostas das pústulas de varíola na fase de descamação e conservá-las nos resíduos de passas de uvas. No momento oportuno, administravam-se essas passas às pessoas que se pretendia preservar da varíola. Mais tarde, os armênios puseram em prática o método de inoculação por incisão ou fricção, procurando levar o agente portador da varíola por baixo da pele do indivíduo são. Este método profilático foi introduzido em Constantinopla por emigrantes armênios no ano de 1718. Lady Montague, esposa do embaixador inglês junto ao sultão, experimentou sua utilidade em seu próprio filho”. (2)

Assim os exemplos são inumeráveis de supostas crendices populares que, com o desenvolvimento da ciência, e a superação dos preconceitos por parte dos cientistas, acabam sendo esclarecidas e enaltecendo a grandeza do pensamento médico popular. O próprio Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) afirmava que “sábios tem menos preconceitos do que os ignorantes, porém ficam mais presos aos que possuem.” Por isso é muito difícil convencer um médico preconceituoso e limitado como Dráuzio Varella. O paradigma cartesiano está tão profundamente arraigado e internalizado em seu pensamento que o torna obcecado pelas suas convicções pseudo-científicas.

Sabemos hoje que inúmeras plantas medicinais tiveram suas propriedades medicinais descobertas em ambiente não-científico. A planta chinesa ma huang(**) que contém efedrina (alcalóide utilizado como agente cardiovascular) foi empregada empiricamente pelos médicos nativos, hoje em dia, chamados de médicos de pés-descalços, durante mais de 5.000 anos! O receituário chinês menciona que a planta é útil como antipirética, sudorífica, estimulante circulatório e sedativo da tosse. E eu pergunto, isto também era uma crendice, Dr. Dráuzio Varella?

Na Inglaterra, as folhas da dedaleira (***) era utilizada sob a forma de infusão para o tratamento da hidropisia (ascite) provocada pela insuficiência cardíaca. Esta prática popular foi recolhida pelo médico inglês William Withering (1741-1799) em 1771, que documentou toda esta experiência em livro publicado na época. Entretanto somente em 1910 a ação da digitalina (hoje digoxina), glicóside contido na planta, sobre o músculo cardíaco foi   explicada de forma científica e até hoje vem sendo aplicada com grande aceitação pela medicina científica e até mesmo pelo médico Dráuzio Varella.

O isolamento da vitamina C e a definitiva explicação das causas do escorbuto são atribuídas a Albert Szent-Gyorgi (1893-1986) e Charles King (1896-1988)  em 1932. Entretanto, o tratamento do escorbuto com cítricos era conhecido desde 1498, quando os marinheiros de Colombo foram acometidos de escorbuto, os homens quase moribundos, pediram para serem deixados numa ilha. Quando meses depois, Colombo retornou à ilha, encontrou seus homens vivos e saudáveis. Durante o período tinham se alimentado de frutos tropicais existentes na ilha e por isso a ilha passou a ser chamada de “Curaçao”. Em 1593, Pietro Mathiolus (1501-1577) publicou, na Europa, uma receita em que preconiza o emprego dos frutos da rosa silvestre (****) contra as hemorragias dentárias, assegurando que o pó dentifrício de rosa silvestre fortalece as gengivas. Hoje sabemos que o fruto da rosa silvestre possui altos teores de vitamina C (900 mg). Portanto uma crendice fitoterápica perfeitamente esclarecida.

Um fitoquímico brasileiro, Prof. Walter Mors, inclusive, reconheceu que na verdade só podemos admirar a experiência milenar de povos primitivos que, muito antes do surgimento da ciência moderna, descobriram, por exemplo, todas as plantas portadoras de cafeína: o chá na Ásia, o café e a noz-de-cola na África, o guaraná e o  mate na América. E o efeito estimulante da cafeína nem é tão flagrante que possa ser reconhecido num simples mascar de folhas ou sementes. (3)

Segundo Jan Muszynski, atualmente conhecemos 12.000 espécies de plantas medicinais que são usadas por diferentes povos em todo o mundo. Convém acrescentar que essas espécies são as selecionadas por diversos povos durante milhares de anos. A ciência moderna não descobriu nenhuma planta nova medicinal ou comestível, mas somente estuda e introduz as já conhecidas popularmente. (4)

Apesar de tudo, o menosprezo pelo saber popular permanece. Para a ciência cartesiana, o único saber válido que existe é apenas o pensamento científico e com isso os demais saberes são na verdade não-ciência, e se um raizeiro descobre alguma propriedade medicinal em uma planta com que convive há anos, este conhecimento faz parte da biodiversidade na qual está inserido, portanto passível de expropriação por quem possua direitos sobre a área. Tal como no período dos grandes descobrimentos, os direitos são concedidos muito antes da conquista efetiva através da ocupação do território. (5)

Entretanto a história da ciência tem mostrado que as grandes descobertas científicas ocorrem fora do espaço teórico-científico ou acadêmico. No século XIX, todos os historiadores da química reconheceram o furor experimental dos alquimistas e acabaram rendendo homenagem a alguns descobrimentos positivos, tais como o ácido sulfúrico e o oxigênio, ainda que para eles não fosse uma descoberta. René Dubos, inclusive, talvez o  mais importante biólogo e cientista do século XX, afirma que as principais invenções que deram impulso surpreendente à ciência foi promovida por mecânicos, curiosos, bricoleurs, inventores, etc. (6)

No livro “O Pensamento Selvagem”, Claude Lévi-Strauss reconhece a legitimidade e a grandeza do saber indígena e popular.  Segundo ele, o pensamento selvagem não é uma estréia, um começo, um esboço, parte de um todo não realizado; na verdade forma um sistema bem articulado; independente, neste ponto, desse outro sistema que constituirá a ciência (cartesiana). Cada uma dessas técnicas, muitas delas oriundas do período neolítico, a cerâmica, a tecelagem, agricultura, o tratamento de doenças com plantas  e a domesticação de animais supõe séculos de observação ativa e metódica, hipóteses ousadas e controladas, para serem rejeitadas ou comprovadas por meio de experiências incansavelmente repetidas. Por isso foi preciso, não duvidamos, uma atitude de espírito verdadeiramente científica, uma curiosidade assídua e sempre desperta, uma vontade de conhecer pelo prazer de conhecer, porque uma pequena fração apenas das observações e das experiências poderia dar resultados práticos e imediatamente utilizáveis. As diferenças entre o saber científico e o saber selvagem ou popular se situam não ao nível dos resultados, mas sim quanto à estratégia para chegar ao conhecimento, o saber popular muito perto da intuição sensível e o outro mais afastado. (7)

E com isso toda a criatividade desenvolvida por raizeiros, parteiras, mateiros, pajés, pais-de-santo, rezadores, curadores de cobra, ao longo de uma vivência pessoal acumulada através dos anos, sem nenhum apoio externo institucional, agora está sendo valorizada e expropriada com tenacidade pelos grandes laboratórios. Afinal de contas, uma tradição não expressa senão a longa e penosa experiência de um povo. Nasce da batalha travada para manter a sua integridade ou, para dizê-lo com mais simplicidade, da sua luta para sobreviver, buscando na Natureza remédio para seus males.

Com certeza o aumento da longevidade ocidental e oriental se deve ao avanço da ciência e do conhecimento, mas não apenas dos medicamentos farmacêuticos, pois os recursos terapêuticos da medicina alopática tiveram um papel muito pequeno nos resultados obtidos. O conjunto dos atos médicos modernos é impotente para reduzir a morbidade global. (8)

Na verdade, as moléstias infecciosas, tais como, tuberculose, disenteria, tifo que dominaram o nascimento da era industrial vinham gradativamente reduzindo sua incidência, depois da Segunda Guerra  Mundial, antes do emprego dos antibióticos.  Quando a etiologia dessas moléstias foi compreendida e lhes foi aplicada uma terapêutica específica, elas já tinham perdido muito de sua atualidade. É possível que a explicação se deva em parte à queda natural de virulência dos microrganismos e à melhoria das condições de habitação e da disseminação de redes de esgoto e de água tratada, mas ela reside, sobretudo, e de maneira muito nítida, numa maior resistência individual, devida à melhoria da nutrição e conseqüentemente do fortalecimento do sistema imunológico humano.

Portanto o Dr. Dráuzio Varella se equivoca quando atribui a maior expectativa dos povos orientais aos avanços da medicina e aos antibióticos. As estatísticas mostram que  os índices de morbidade dos povos orientais  são bastante inferiores aos padrões ocidentais. A diferença fundamental reconhecida mundialmente está no regime alimentar e no estilo de vida e principalmente no consumo maior de proteínas de origem vegetal.

Por outro lado, é necessário reconhecer os grandes avanços tecnológicos obtidos pela biomedicina no mundo inteiro. Porém sabemos todos, que as pesquisas e os investimentos são realizados por grandes empresas que monopolizam o mercado mundial e, como tem propósitos lucrativos, somente investem no tratamento de doenças que lhes permitam elevada lucratividade. Por isso as doenças mais comuns dos países do terceiro mundo recebem pouca atenção e pesquisas no sentido de produzir novos medicamentos eficazes para combatê-las. Na verdade os medicamentos utilizados no tratamento de doenças degenerativas, como o câncer, o diabetes, as doenças cardio-vasculares, e os equipamentos eletrônicos de monitoramento de pacientes terminais são o grande foco da indústria farmacêutica e médica.  E o raciocínio de seus dirigentes chega a ser bastante simplório, tal como a declaração de um financista da indústria farmacêutica, numa entrevista ao jornal Herald Tribune (01/03/2003): “O primeiro desastre é se você mata pessoas. O segundo desastre é se as cura. As boas drogas de verdade são aquelas que você pode usar por longo e longo tempo.” Sem comentários. (9)

Com relação à avaliação da eficácia dos medicamentos fitoterápicos promovida pelo quadro “É Bom pra Quê?” do Fantástico, é realmente lamentável que um médico como Dráuzio Varella não saiba que em epidemiologia é necessário analisar uma grande quantidade de resultados para se chegar a uma conclusão. Inclusive, sabemos todos, que uma clínica não pode ser avaliada pelo número absoluto de óbitos.  Deve-se comparar os resultados com o número médio de óbitos mensal para saber se  alguma anormalidade  está ocorrendo. Apenas quando o número de óbitos está muito acima da média, as autoridades médicas acionam o alarme e começam a investigar os motivos que extrapolaram à média esperada.

Trata-se de desonestidade intelectual condenar o uso da babosa (Aloe Vera) no tratamento do câncer utilizando um caso negativo isolado. Medicina não é matemática. Para obter uma avaliação válida do uso da babosa no tratamento de câncer, o médico/repórter Dráuzio Varella deveria buscar os resultados médios obtidos nos diferentes postos de saúde que a utilizam ou até mesmo na extensa bibliografia existente não somente no Brasil, mas no mundo inteiro.

Se fosse necessário avaliar os resultados do tratamento de uma doença por um medicamento sintético teríamos, no campo da ciência, de agir desta maneira. Porque no caso da fitoterapia é diferente? Dois pesos e duas medidas.

Com relação à necessidade de pesquisas com as plantas medicinais a Universidade Brasileira desenvolve, há vários anos, padrões de avaliação científica das plantas medicinais. Desde a realização do 1o Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil em 1967, quando foram apresentados 22 trabalhos científicos até o XVII oSimpósio em Cuiabá em 2002, que recebeu 870 trabalhos científicos, houve um incremento de 3800 % (10). Talvez ainda seja muito pouco, para um país com as dimensões do Brasil. Mas estamos buscando um caminho, com dificuldades, é claro. Portanto são inúmeros os pesquisadores no Brasil habilitados para elaborar projetos e pesquisas sobre plantas medicinais. E nós não necessitamos da ajuda do Dr. Drauzio e muito menos do Fantástico para fazer esse trabalho de avaliação. E, além disso, o Dr. Dráuzio é um simples médico/repórter sem experiência e habilitação para fazer esse tipo de trabalho, inclusive sem título de mestrado. Na verdade sua formação de médico não lhe permite isso. A pesquisa nesta área é fundamentalmente multidisciplinar e o Dr. Dráuzio teria com certeza um espaço para atuar na equipe, se tivesse alguma especialização na área, e se examinarmos seu currículo Lattes, verificamos uma escassa experiência de pesquisas com plantas medicinais. Sua alegação de que pesquisa há 15 anos na Amazônia, não lhe garante direito algum para decidir o que deve ser feito. E porque estas pesquisas não são publicadas? Por isso as posições do Dr. Dráuzio são ridículas.

Qualquer pesquisador da área reconhece a necessidade de várias etapas de pesquisa para validar a ação medicinal de uma planta. Mas quem vai decidir sobre a metodologia adequada para sua validação não pode ser o Dr. Dráuzio. Trata-se de uma inversão de valores e de interesses escusos.

A enorme quantidade de críticas surgidas após a entrevista do Dr. Dráuzio à revista Época de 13/08/2010 explicitam a indignação de pacientes e profissionais da área de pesquisa de plantas medicinais no Brasil.

Como a motivação pela pesquisa de plantas medicinais e sua defesa é muito grande devemos reconhecer que todos objetivam encontrar uma alternativa válida para cuidar de nossa saúde. E diga-se a verdade, não somente com plantas medicinais, mas também buscando técnicas terapêuticas milenares, como a acupuntura, o shiatsu, a medicina tradicional chinesa, a medicina ayurvédica, a auto-hemoterapia, a iridologia, a homeopatia,  a antroposofia, o psicodrama, o naturismo, a aromaterapia, a musicoterapia, a meditação transcendental, a yoga, a biodança e inúmeras outras terapias.  E essa procura não ocorre por acaso, não é mesmo?

Trata-se apenas da busca desesperada de uma nova filosofia médica que compreenda o ser humano de maneira integral.

As pessoas não suportam mais serem fragmentadas e segmentadas tal como as inúmeras peças de um quebra-cabeça. Segundo a Organização Mundial da Saúde a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças. Eu complementaria acrescentando ao texto o bem estar cultural e espiritual.

E a biomedicina alopática ou convencional ao invés de atender a estas necessidades fundamentais do ser humano fragmenta ainda mais, criando novas especialidades médicas apenas para atender às necessidades do médico e nunca as do paciente e, com isso,  a cada dia existem mais médicos que sabem muito sobre muito poucas coisas e que acabam por perder de vista o todo, o homem enfermo. Poder-se-ia chamar isso de fragmentação da responsabilidade frente ao paciente. (11) Com isso estabelecem um campo cirúrgico no corpo do paciente e esquecem todo o resto. O paciente é apenas um objeto que carrega uma enfermidade.

Quando alguém adoece, seu sistema imunológico está em baixa, com pouca resistência aos micróbios ou germes invasores de seu corpo que se aproveitam da fragilidade para se reproduzir e com isso gerando os sintomas da doença.  Como consequência a doença depende do que Louis Pasteur (1822-1895) definia, pouco antes de falecer, das condições do “terreno”, favorável ou não ao desenvolvimento das colônias microbianas.

A partir desta noção, aceita pelos que defendem as medicinas integrais, o paciente necessita urgentemente nesse momento de buscar a restauração do equilíbrio de todo o organismo e não apenas da supressão de sintomas incômodos, aparentemente o mais afetado pela enfermidade. E é por isso que não basta suprimir sintomas, combater as dores ou a febre com analgésicos, levantar o paciente da cama, ou no jargão economicista, restaurar apenas a força de trabalho, característica fundamental da terapêutica alopática. ´

É necessário buscar terapêuticas que ajudem a recuperar o sistema imunológico. E as medicinas integrais caminham neste sentido e, com certeza, serão a medicina do futuro, que cada vez fica mais próximo. Quem viver, verá.

Prof. Douglas Carrara

Antropólogo, Professor, Pesquisador de medicina popular e fitoterapia no Brasil

djcarrara@hotmail.com

 


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Canela, Caneleira-da-Índia

A Canela, usada freqüentemente em nossa culinária, nos bolinhos de banana, cremes de milho ou biscoitos amanteigados, é uma poderosa erva medicinal e que está ao nosso alcance, já que a parte utilizada dessa planta para fins curativos é a sua casca, comum nos mercados, ou então o óleo essencial, extraído de suas folhas.

Um pouco de sua história…

A canela é uma árvore originária do Ceilão, da Birmânia e da Índia e conhecida há mais de 2500 anos a.C. pelos chineses. Seu nome científico, “cinnamomum”, segundo referências, é derivado da palavra indonésia “kayu manis”, que significa “madeira doce”. Mais tarde, recebeu o nome hebreu “quinnamon”, que evoluiu para o grego “kinnamon”.

A canela era a especiaria mais procurada na Europa e seu comércio era muito lucrativo. O monopólio do comércio da canela esteve nas mãos dos portugueses no século XVI, passou para os holandeses, com a Companhia das Índias Orientais, quando esses expulsaram em 1656 os portugueses do Ceilão, e depois, passou para as mãos dos ingleses, a partir de 1796, quando esses ocuparam essa ilha.

As canelas são algumas das espécies mais antigas conhecidas pela humanidade. A mais difundida é a Cinnamomum zeylanicum, originária do Ceilão, atual Sri Lanka. Outras, entretanto, como a Cássia(Cinnamomum cassia), chamada de falsa-canela e conhecida como canela-da-China, também têm importância econômica. Esta espécie é uma Laurácea arbórea muito cultivada nas províncias do sudoeste da China.

Considerada símbolo da sabedoria, a canela foi usada na Antigüidade pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho e com fins religiosos na Índia e na China. Entre as muitas histórias da canela, conta-se que o imperador Nero depois de matar com um pontapé sua esposa Popea, tomado de remorsos ordenou a construção de uma enorme pira para cremá-la. Nessa pira foi queimada uma quantidade de canela suficiente para o consumo, durante 1 ano, de toda a cidade de Roma! Mesmo sem a importância que teve no passado e não sendo mais motivo de lutas entre os povos, a canela continua indispensável, como tempero na culinária moderna.

A Cinnamomum zeylanicum cresce bem em solo brasileiro, onde já foi bem cultivada no passado, tendo sido introduzida pelos jesuítas. A canela é mencionada até em passagens bíblicas. No Livro dos Provérbios da Sagrada Escritura, por muitos, atribuído a Salomão, no versículo “As Seduções da Adúltera”, é feita a seguinte referência à canela:

“Adornei a minha cama com cobertas, com colchas bordadas de linho do Egipto.
Perfumei o meu leito com mirra, alóes e cinamomo …
Vem ! Embriaguemo-nos de amor até ao amanhecer,
Porque o meu marido não está em casa;
Que o teu coração não se deixe arrastar pelos caminhos dessa mulher,
A sua casa é o caminho para a sepultura,
Que conduz à mansão da morte”.

Simbolicamente, a canela é uma especiaria ligada ao amor e empregada, muitas vezes, como ingrediente para perfumes mágicos e poções para conquistar a pessoa amada. Há quem acredite que ela atrai o sucesso nos negócios, trazendo sorte e determinação para a resolução de problemas.

Uso Medicinal e terapêutico

Tem como propriedades medicinais os efeitos: adstringente (presença de taninos), tônica, estimulante, carminativa e anti-espasmódica.

Pode ser usado na medicina caseira para doenças do estômago, vômitos nervosos, febres, gripes, escorbuto, escrófilas, leucorréia (flores brancas ou corrimentos vaginais), metrorragia (hemorragia do útero), hemorragia, paralisia da língua e enxaqueca. É internacionalmente aceito o seu uso nos casos de perda de apetite e problemas gástricos1. O óleo essencial tem um componente principal, o cinamaldeído, que mostrou em ensaios farmacológicos atividade antifúngica e antibacteriana contra microorganismos que provocam moléstias no aparelho digestivo2.

Doses utilizadas

No uso interno parar adultos prepara-se o chá por infusão de 1 colher de sopa de cascas picadas (canela em pau) para 1 litro de água; tomar 2 xícaras de chá por dia até a melhora.

Planeta que rege essa planta

Sol. Em nosso corpo o Sol governa o coração, as costas, (na altura do coração), o pé direito, a força vital, as artérias e as veias.


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